Técnicos em imobilização ortopédica pedem
inclusão no dissídio do Sinsaudesp

Em reunião realizada na sede central, na última semana, o presidente da Astego, Aylton Fernandes dos Reis, levou aos diretores do Sinsaudesp o pedido de inclusão desses profissionais da saúde no dissídio da categoria a ser negociado no próximo ano com os sindicatos patronais. Foi solicitada ainda pelo dirigente da Astego a iserção de itens específicos, como piso salarial de R$ 1.200,00, 20% de adicional noturno, além da obrigatoriedade de cursos reconhecidos, com carga horária de 690 horas e, após a conclusão, credenciamento na Astego ou Sinsaudesp. Que fique convencionado que a representação dos técnicos em imobilização ortopédica seja de exclusividade do Sinsaudesp.

As cláusulas específicas serão também complementadas com a garantia de todos os itens da convenção coletiva do Sinsaudesp, como cesta básica, auxílio-creche, estabilidade às vésperas da aposentadoria, entre outros. Participaram da reunião com o dirigente da Astego os seguintes diretores do Sinsaudesp: Dr. Joaquim José da Silva Filho, secretário-geral, Dr. José Sousa da Silva, vice-presidente, Ademar de Barros Bezerra, diretor de Relações Públicas, Milton Gomes da Silva, diretor de Cultura e Geraldo Isidoro de Santana, 2º vice-presidente.

 

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Títulos

3226 - 05 Técnico de imobilização ortopédica - Técnico em aparelho gessado, Técnico em gesso

hospitalar, Técnico em gesso ortopédico, Técnico em imobilizações do aparelho locomotor, Técnico em imobilizações gessadas, Técnico engessador, Técnico gessista

Técnicos de imobilizações ortopédicas

Descrição sumária

Confeccionam e retiram aparelhos gessados, talas gessadas (goteiras, calhas) e enfaixamentos com uso de material convencional e sintético (resina de fibra de vidro). Executam imobilizações com uso de esparadrapo e talas digitais (imobilizações para os dedos). Preparam e executam trações cutâneas, auxiliam o médico ortopedista na instalação de trações esqueléticas e nas manobras de redução manual.Podem preparar sala para pequenos procedimentos fora do centro cirúrgico, como pequenas suturas e

anestesia local para manobras de redução manual, punções e infiltrações. Comunicam-se oralmente e por escrito, com os usuários e profissionais de saúde.

Formação e experiência

O exercício da ocupação requer ensino de nível médio, mais curso de profissionalização de duzentas a quatrocentas horas-aula. Em geral, esses profissionais apresentam longo aprendizado no próprio emprego. A exigência de escolaridade ocorre para aqueles que estiverem ingressando no mercado e sem experiência anterior comprovada, que pode variar de um a dois anos. A formação profissional específica para técnico em imobilização ortopédica é recente.

Condições gerais de exercício

Trabalham em hospitais, postos de saúde, clínicas e empresas ligadas à saúde e ou serviço social.

Trabalham individualmente ou junto a equipes médicas, com supervisão permanente de médicos. São assalariados, com carteira assinada, que trabalham em horários diurnos, noturnos e em rodízio de turnos. Em algumas vezes, são expostos a material tóxico e ruído intenso, dependendo da atividade exercida.

Esta família não compreende

3222 - Técnicos e auxiliares de enfermagem

Código internacional CIUO 88:

3229 - Profesionales de nivel medio de la medicina moderna y la salud (excepto el personal de enfermería y partería), no clasificados bajo otros epígrafes

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A - ORGANIZAR A SALA DE IMOBILIZAÇÕES

Verificar a existência do equipamento

Avaliar as condições de uso do material e instrumental

Estimar a quantidade de material a ser utilizado

Acondicionar o material

Controlar estoque

Providenciar a limpeza da sala

 

B - PREPARAR O PACIENTE E O PROCEDIMENTO

Recepcionar o paciente

Autorizar ou não a entrada de acompanhante

Analisar o tipo de imobilização com base na prescrição médica

Verificar alergias do paciente aos materiais

Certificar-se, com o paciente, sobre o local a ser imobilizado

Verificar condições da área a ser imobilizada

Confirmar a prescrição com o médico

Liberar a área a ser imobilizada de anéis e outros ornamentos

Efetuar a assepsia do local a ser imobilizado

Posicionar o paciente

Proteger a integridade física do paciente

Proteger o paciente com biombo, lençol,

avental, cortina e outros

 

 

C - CONFECCIONAR A IMOBILIZAÇÃO

Confeccionar aparelhos de imobilização com materiais sintéticos

Confeccionar tala metálica

Confeccionar aparelhos gessados circulares

Confeccionar esparadrapagem

Confeccionar goteiras gessadas

Confeccionar enfaixamentos

Confeccionar trações cutâneas

Confeccionar colar cervical

Remover resíduos de gesso do paciente

Encaminhar o paciente ao médico para avaliação da imobilização

 

D - RETIRAR A IMOBILIZAÇÃO

Bivalvar o aparelho gessado

Remover tala e ou goteira gessada

Cortar aparelho gessado com cizalha

Retirar aparelho gessado com serra elétrica vibratória

Retirar aparelho gessado com bisturi ortopédico

Remover aparelho sintético

Remover enfaixamentos

Remover talas metálicas

 

E - REALIZAR PROCEDIMENTOS ADICIONAIS

Auxiliar o médico ortopedista nas reduções e trações esqueléticas

Auxiliar o médico ortopedista em imobilizações no centro cirúrgico

Preparar material e instrumental para procedimentos médicos

Fender o aparelho gessado

Frisar o aparelho gessado

Abrir janela no aparelho gessado

Preparar modelagem de coto

Confirmar a integridade das imobilizações dos pacientes internados

Reforçar aparelho gessado

Colocar salto ortopédico

 

F - TRABALHAR COM SEGURANÇA

Usar EPI (luvas, máscara, avental, óculos e protetor auricular)

Armazenar material pérfuro-cortante para descarte

Manter postura ergonômica

Precaver-se contra efeitos adversos dosprodutos

Manter o ambiente arejado

Tomar vacinas

Submeter-se a exames médicos periódicos

Verificar a suficiência de espaço físico na sala de imobilização

 

Y - COMUNICAR-SE

Ler a prescrição médica

Saber ouvir

Orientar o paciente sobre o uso e conservação da imobilização

Dialogar tecnicamente com os profissionais das várias áreas de saúde

Explicar ao paciente o procedimento de retirada do aparelho gessado

Registrar informações técnicas

Registrar relatório de plantão

Relatar ao médico queixas do paciente

Instruir o responsável sobre a retirada de aparelho gessado de pé torto congênito

Informar ao médico as condições da área a ser imobilizada

Solicitar material de almoxarifado, lavanderia, farmácia e centro cirúrgico

 

 

Z - DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS PESSOAIS

Trabalhar em equipe

Supervisionar equipe

Demonstrar paciência

Mostrar discernimento

Prestar primeiros socorros

Revelar senso estético

Demonstrar auto-confiança

Exibir cordialidade

Trabalhar com ética profissional

Exercitar iniciativa

Atualizar-se profissionalmente

Cuidar da aparência pessoal

Demonstrar respeito na relação com o paciente

Atentar para as condições psicológicas do paciente e do acompanhante

Zelar pela organização da sala

 

Recursos de Trabalho:

Afastador;

Ataduras gessadas de crepom

Algodão ortopédico;

Bico de pato;

Cizalha;

Divã clínico;

Férulas ortopédicas;

Malhas tubulares;

Mesas ortopédicas (auxiliar, de tração);

Serra elétrica vibratória;

Tesouras ortopédicas

 

Especialistas Participantes da Descrição

Ademir Torres Galindo

Aparecida Conceição Zamones

Clarice de Fátima dos Santos

Edimar do Nascimento

Fátima Ramos

Hélio Cândido de Souza

Jairo Macedo Sierra

Manoel Pinto Correa Neto(Falecido)

Maria de Lourdes Vanise Dalla Rosa

Milton Gomes da Silva

Roque Pinto Correa Filho

Sátiro Antônio Torquato

Tânia da Silva Nogueira Novelo

 

Instituições Participantes da Descrição

Hospital das Damas

Hospital Governador Celso Ramos

Hospital Nossa Senhora de Fátima

Hospital Pronto - Socorro João XXIII

Hospital Santos Dumont

Pronto - Socorro Samaro

Reis e Muniz Serviços Ortopédicos

Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro

Unidade de Diagnóstico Integrada - Udi

Universidade Santo Amaro (Unisa)

 

Instituição conveniada responsável

FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP

 

 

 

 

 

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