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Milton Gomes da Silva, técnico em imobilizações ortopédicas e diretor de cultura do Sinsaudesp

Reconhecida como profissão em 1999, a atividade de técnico em imobilizações ortopédicas (antigo gesseiro) é exercida por um profissional que confecciona e retira aparelhos gessados, talas e enfaixamentos, além de executar imobilizações, sempre sob supervisão e responsabilidade de um médico ortopedista assistente. Para exercer a profissão, é preciso ser devidamente habilitado, com ensino médio completo e curso de profissionalização.

“Apesar de sua importância na área da saúde, grande parte da população desconhece a existência desse profissional. E essa falta de informação gera um problema recorrente nos hospitais que é a realização de procedimentos com gesso por profissionais de enfermagem, raio-x e, até mesmo, por leigos desabilitados e despreparados, que acabam lesando a saúde da população dependente dos serviços de traumato-ortopedia”, esclarece Milton Gomes da Silva, técnico em imobilizações ortopédicas e Diretor de Cultura do Sinsaudesp.  

Mesmo com a Resolução 279/03 do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), que proíbe terminantemente a confecção de gessos por outros profissionais, muitos técnicos em imobilização ortopédica têm dificuldade em se fixar no mercado de trabalho, devido à presença de profissionais de enfermagem atuando nas salas de gesso. Essa dupla função, além de ilegal, representa um abuso, pois o enfermeiro assume duas áreas distintas, embora seja remunerado pela prática de apenas uma.

Os técnicos podem contar com a Associação Brasileira dos Técnicos de Imobilizações Ortopédicas para requerer habilitação profissional junto ao Ministério do Trabalho. Além disso, é importante que os hospitais e clínicas valorizem esse profissional, colaborando para o seu reconhecimento.
       
 
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